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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Baixinha sim, com muito orgulho!


Uma das perguntas mais frequentes que escuto: “Sou baixinha, o que devo vestir para parecer mais alta?”

Pois bem, existem algumas dicas que podem nos ajudar a parecer mais longilíneas. Vamos a elas?

Inicialmente, precisamos ficar atentos às cores. Combinações monocromáticas alongam. Coordenar peças que tenham o mesmo tom, ou seja, tudo claro ou tudo escuro, faz com que o olho humano não perceba cortes na silhueta. Exemplo: quando uma pessoa usa saia clara e blusa escura, ou vice e versa, forma-se uma linha horizontal na cintura que é muito “encolhedora”. A idéia é sempre evitar esses cortes bruscos de cor que encurtam a silhueta.

Outro item importante é a proporção do corpo. A cintura deve estar sempre no lugar e a proporção do tronco deve ser menor do que a proporção das pernas, isso porque precisamos alongá-las, então se colocarmos uma blusa muito comprida, ou um cinto baixo na altura dos quadris, eles irão cortar parte de nossas pernas, e consequentemente, nos deixar mais baixinhas. Alguns aliados alongadores são: blusas, coletes, jaquetas mais curtas e sapatos da mesma cor da saia ou da calça, o que cria uma linha vertical sem cortes.

Falando em sapatos, precisamos nos lembrar de analisar as gáspeas de cada um, aquela parte da frente que cobre os dedos. Quanto mais alta for a gáspea, mais inimigo das baixinhas esse sapato é. Exemplo: tênis, oxfords e botas são mais “encolhedores” que rasteiras e sapatilhas, isso porque o pedacinho de pé que fica de fora (nas rasteiras e sapatilhas) se junta à perna, e isso alonga. Já quando os pés ficam mais fechados, e se ainda, os sapatos forem de cores diferentes que seu tom de pele, não há como escapar, o efeito é contrário.

O comprimento das roupas também é muito importante. Basicamente, a regra é quanto mais pele ficar a mostra, mais alta a pessoa parecerá, por isso saias e shorts mais curtos são peças amigas. É sempre bom que a peça de baixo para as baixinhas esteja acima do joelho ou abaixo do tornozelo.

Os acessórios precisam ser proporcionais à sua altura. Bolsas e colares muito grandes ficam desproporcionais em uma pessoa de 1,60cm.
               
Ficando atenta a tudo isso você parecerá mais alta do que é, sem dúvidas. Acontece que não dá para ficar preso a regrinhas, mesmo porque temos vontade de usar várias peças/acessórios que não necessariamente são ideais para o nosso tipo físico. Nesse caso, como proceder? Harmonizando o conjunto, reduzindo os danos no efeito final!

Exemplos: se gostamos de sapatos tipo Oxford, mesmo sabendo dos “danos” que eles podem nos causar, podemos amenizar esses efeitos apostando em cores próximas a do nosso tom de pele, ou peças mais curtas, fazendo assim uma coisa compensar a outra.

Gosta de saias longas? Ok, use-as com salto alto e prefira os modelos em A, sem detalhes. Gosta de calças dobradas no tornozelo (efeito que encurta porque cria a temida linha horizontal)? Prefira a modelagem reta e um salto alto.

Entenderam? Nada mais é que um jogo de compensação. Aprendendo a coordenar as peças e seus “efeitos colaterais”, conseguiremos uma imagem equilibrada, admirável e segura.

Vamos tentar?

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Equilíbrio e Harmonia


Já falamos aqui no blog, que para compor looks interessantes temos que ter em mente o equilíbrio e a harmonia, entre cores, linhas, estampas, tecidos, acessórios, tom de pele, enfim. Mas o que seria um look interessante? Resumidamente é uma composição que nos favorece.

E o que nos favorece?

Primeiramente temos que descobrir quais são nossos pontos fortes e fracos. Um quadril mais largo que os ombros, um seio maior ou menor, uma cintura muito fina em relação ao todo.

A partir daí teremos um norte. O que precisamos destacar, suavizar, afinar, criar volume, encurtar.

Sabendo disso, usaremos a nosso favor os elementos de design, ou seja, as linhas, as formas, as cores, as texturas, e as estampas contidas na roupa.

Um Exemplo: se você tem um corpo tipo triângulo, muito comum aqui no Brasil, onde os quadris são mais largos que os ombros, o que precisamos fazer é desviar a atenção dos quadris, colocando estampas bem contrastantes na parte superior, cores mais claras, linhas horizontais como uma manga ombro a ombro e tecidos mais leves e escuros na parte inferior, onde precisamos suavizar as formas.

Já se você tem um corpo tipo triângulo invertido, onde os ombros é que são mais largos que os quadris, aí o nosso trabalho é no sentido de destacar a parte inferior, com cores mais claras, estampas maiores, saias rodadas, tecidos mais pesados, ou seja, tudo para equilibrar o corpo todo.

Quando conseguimos o equilíbrio num look, o peso do corpo é distribuído igualmente, e isso faz com que nossa imagem pareça adequada, confiável, bem sucedida.

Já a harmonia é obtida quando todos os elementos do design (cores, texturas, linhas, formas, estampas),estão relacionados ou quando eles não conflitam.

No entanto, temos que tomar cuidado aqui, porque o excesso de harmonia pode deixar uma roupa sem graça. Por isso, é importante criar um ponto focal ou um centro de interesse na roupa, como cores fortes em sapatos ou bolsas, o uso do brilho em um determinado ponto, uma meia calça com detalhes, um chapéu, enfim.

Temos que aprender a estudar nosso corpo, ir para frente do espelho e interagir com ele.

Fazendo isso e tendo esses simples cuidados ao montar os looks, não tem erro, acertaremos sempre!

Beijos,


Sabrina Silvian

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O poder dos acessórios



Não é segredo para ninguém que nós mulheres temos uma queda por comprar roupas. A Cada estação queremos aquela “peça sensação”, queremos dar um up em nosso armário. Basta aparecer uma festa para que tenhamos uma desculpa para ir correndo ao shopping.

Só que esse pensamento, de estar bem somente quando se tem uma roupa nova, é ultrapassado. A dica que sempre dou às minhas clientes é além de investirem em peças clássicas que nunca saem de moda, invistam em acessórios!

Sim, acessórios! Quando falamos isso, as pessoas tendem a não acreditar no poder que um bom acessório tem, mas é só começar a experimentar, testar na prática o efeito que todos ficam impressionados. Um bom acessório deixa a roupa mais interessante, atualizada, além de ajudar equilibrar a silhueta.

Bom, a primeira coisa que devemos nos atentar é o equilíbrio do todo. Acessórios e roupas precisam ter o mesmo peso visual. Isto significa que peças visualmente leves devem ser combinadas com acessórios visualmente leves, enquanto que peças visualmente pesadas devem ser combinadas com acessórios visualmente pesados. Quando o equilíbrio é obtido, o peso visual é distribuído uniformemente e isso faz bem aos olhos.

Além do que acessórios precisam ter uma coerência de estilo. Por exemplo, uma bolsa mais esportiva combina mais com acessórios esportivos, uma bolsa romântica pede um acessório romântico. A mistura de prateado com dourado super pode, e é interessante, o que não dá mesmo é para colocar um anel dark, fechado com um colarzinho de pérolas.

Algo mais a se levar em conta é a densidade e as formas dos seus acessórios que devem ser relativas a seus traços. Isso quer dizer que se você possui traços mais curvos, redondos no rosto, como sobrancelhas em arco, olhos redondos, nariz arredondado, um acessório com formato redondo, curvo ficará melhor em você. Se por outro lado, todos seus traços são angulares, como olhos inclinados (tipo gato), nariz pontudo angular, os acessórios que cairão melhor em você serão também os de formato angular.

Pessoas com traços fortes devem investir em peças mais densas, pesadas. Já as pessoas com traços mais delicados devem usar acessórios mais leves, ou com áreas vazadas. Isso faz toda a diferença!
E a última dica, não menos importante é que podemos e devemos usar os acessórios para equilibrar nossa silhueta. Como isso? Bom, quando vemos uma pessoa com colar comprido, nossos olhos criam uma linha vertical no corpo dessa pessoa, o que a faz parecer mais alta, ou magra.

Já quando você vê uma pessoa com um colar muito próximo ao pescoço, ou até agarrado a ele, seus olhos criam imediatamente uma linha horizontal ali, quebrando o corpo em pedaços, o que alarga, superdimensiona aquela área. Pulseiras ajudam muito a diminuir visualmente quem tem braços grandes. Brincos em linhas verticais além de chamarem atenção para o rosto, podem ser super úteis para quem tem rosto arredondado, pois criam a linha vertical da qual falamos acima.

No mais pessoal, precisamos ter acessórios diferentes para diferentes situações. Acessórios informais, elegantes e para festa. E saber cuidar deles para que sempre possamos reutilizá-los.

Vale a pena investir nesse poder!

Bjs,



Sabrina Silvian

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quebrando as regras


Muitas pessoas me perguntam quais as principais regras devem seguir para se vestirem melhor. Pois bem, existem mesmo essas regras?

O que há de fato há é uma pluralidade de normas coexistindo lado a lado. Tomadas separadamente elas podem ser muito severas, porém essas regras devem funcionar dentro de um contexto, como uma bússola que aponta para o norte, então cabe a cada um absorver o que dá conta.

Temos que usar essas normas a nosso favor e não deixar que elas nos aprisionem.

Para isso, sempre falo com minhas clientes que as regras terão outro nome daqui por diante, serão chamadas de filtros.

Filtro 1- Idade:

Eu, particularmente acho que nem tudo é permitido a todas as idades, mas acho também que podemos encontrar uma maneira de agradar a cliente e ao mesmo tempo, mostrar o que lhe cai melhor.

Exemplo: uma senhora gosta de roupas mais curtas. Convenhamos que ela ficaria muito mais elegante e interessante se usasse a medida certa de uma saia, mas caso ela goste muito e insista, podemos coordenar essas peças com meias calças para minimizar o efeito atrativo do look, usar um trench coat por cima, ou blusas mais clássicas para quebrar a sensualidade da saia, enfim, tentar jogar a atenção para outras áreas do seu corpo que não somente as pernas.

Devemos entender que quando uma pessoa usa roupas que não refletem sua verdadeira idade, de duas uma; ou ela projeta ao mundo uma mensagem de mulher que não consegue lidar com o amadurecimento, ou ela não viveu intensamente o que deveria viver quando era mais nova e agora quer correr atrás do tempo perdido. “A juventude” está sendo cada vez mais esticada, de modo que, está se tornando um estado permanente em vez de uma fase de transição. E isso é tudo, menos saudável.

Filtro 2- Ocasião:

Bom, aqui temos que ser objetivos. No ambiente de trabalho imperam regras de vestuário relativamente mais rigorosas; roupas clássicas e neutras. Em festas durante o dia podemos optar por tecidos mais fluidos, em cores mais claras e chapéus. Em eventos noturnos são permitidas cores mais fortes, vibrantes, saltos mais altos, maquiagem mais marcada. Homens: quanto mais tarde o evento mais escuro o terno, menos acessório e mais refinado o sapato (evite mocassim com terno).

Logicamente que cada evento tem seu Dresscode, e é de bom tom constar no convite a que se refere a tal comemoração. Isso ajuda o convidado a escolher melhor. Ir com roupas inadequadas é extremamente ultrajante. Seja para menos, quando não queremos nos produzir tanto, ou para mais, quando exageramos na produção. A mensagem aqui é sua festa não é tão importante para mim a ponto de eu caprichar, ou o motivo de sua comemoração é o que menos me importa, eu quero é aparecer, brilhar! Tenhamos cuidado com o sentimento alheio, isso também é ser chique.

Filtro 3- Moda e tendências:

Todo mundo que está seguindo a moda, está adequado e bem vestido.

Isso definitivamente não é uma regra. Aliás, muito pelo contrário. Quantas vezes conhecemos vítimas da moda usando tudo ao mesmo tempo e pecando feio no quesito harmonia? Temos que aprender a usar a moda tendo controle sobre ela, pois ela é irracional, consiste na mudança por mudança.

Caso não tenhamos esse discernimento, corremos o risco de virar um outdoor ambulante, e refletir para os outros que somente por termos peças da moda, somos alguém de valor.

As regras em geral tendem a se tornar muito mais frouxas com o tempo, isso porque, se começarmos a colocar foco na nossa criatividade e sensatez, conseguiremos substituir o código do vestuário por outro, mais livre que o imposto atualmente. Mais nosso.


Bjs,

 Sabrina Silvian

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sua Imagem, seu cartão de visitas


Muitas são as dúvidas no que diz respeito ao dresscode profissional, sobre o que se deve ou não usar no ambiente corporativo, se é permitido saias, rasteiras, jeans, enfim.

De início é preciso enfatizar que a primeira impressão realmente é a que fica (Já falamos sobre isso aqui). E se ela fica tão marcada assim na cabeça das pessoas, e se as roupas mandam mensagens o tempo inteiro de quem é você, como você está, faz-se necessário que tenhamos um zelo sobrenatural no nosso ambiente de trabalho.

Não existe outra regra nesse ambiente senão sensatez. É olhar no espelho, ver se a roupa está chamando mais atenção que você, se não está muito apertada, se a cor não está tão chamativa a ponto de tirar a concentração das pessoas, se os sapatos não irão prejudicar seus movimentos durante o dia, ou se a maquiagem está revelando sua beleza e não a mascarando.

É muito importante que levemos em conta que as pessoas estão ali para trabalhar, concentrar, produzir, e você como parte do todo, tem que contribuir para que isso seja alcançado.

Não é ir desleixado, com roupas muito largas, sem vida, que te anulem completamente, não!

É ir adequado. Porque vale lembrar que a falta de atenção consigo mesmo passa aos outros a impressão de que você não tem cuidados especiais com as demais coisas que fazem parte da sua vida pessoal e profissional.

O recomendável tanto para mulheres quanto para homens é usar peças mais clássicas, discretas, afinal sua aptidão profissional é que deve preencher a vaga. Além do mais, unhas limpas, cabelos bem cortados, comprimento de saias nos joelhos, decotes comportados, barbas feitas, acessórios sem muito brilho e nenhum bafo são requisitos imprescindíveis.

A boa aparência é muito importante na conquista de uma oportunidade de emprego. E quando falamos nela não estamos dizendo que alguém tem que ter beleza física e sim ter cuidados consigo mesma.

Pensemos nisso!

Bjs,



Sabrina Silvian

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Sex appeal dos sapatos



Talvez nenhum outro acessório diga mais a nosso respeito - ou transmita uma mensagem tão poderosa quanto os sapatos.

Eles podem indicar nosso nível financeiro e social, profissão, nossa idade e até mesmo nossa necessidade de poder e sexo.

Isso mesmo! Os sapatos tem toda uma mística sensual particular. Isso porque o pé é uma parte erógena do corpo, além de ser o ápice das pernas, outra zona altamente erótica.

Uma teoria antiga diz que o simples fato de enfiar o pé no sapato recria o ato sexual. Mais recentemente essa teoria foi fortificada com o postulado de Freud que dizia que o sapato da mulher simboliza sua vagina.

Isso explica o fetiche da maioria dos homens pelos nossos pezinhos.

Nesse contexto, e de posse dessas informações, podemos utilizar as mensagens que os sapatos carregam a nosso favor; seja projetando uma mensagem de confiança em sapatos mais “inofensivos” ou arrasando numa noite, com sapatos mais sexys.

Chamamos de sapatos “inofensivos” os modelos oxford, slipper, tênis, mocassins, sapatilhas.

Dependendo do modelo, as botas podem ser consideradas inofensivas (flat, por exemplo).

Esses calçados simbolizam a mulher pé no chão, prática, sensata, a mulher que não está disposta a ter desconforto para parecer sexy. Quando usamos esses tipos de sapatos, comunicamos que somos confiáveis e estáveis. E como esses modelos normalmente fecham nossos pés, eles passam a imagem de uma mulher centrada, que está preocupada em mostrar somente seu lado intelectual, e não deixar os homenzinhos loucos por ai...rs.

Na categoria “calçadas para matar” temos os Scarpins de salto alto, mules, babuches, sandálias amarradas nos tornozelos, botas (cano e salto alto), sandálias abertas (altas e rasteiras).

Os Scarpins de salto alto, por deixarem as mulheres impotentes, necessitadas de apoio para se locomover, deixam os homens loucos (homem adora saber que a mulher busca ajuda nele, né?), fora o elemento sadomasoquista impresso nesses modelos (botas acima do joelho também entram aqui), que podem causar dor enquanto usados.

Os modelos de amarrar, nos tornozelos, levam referências sutis de aprisionamento, domínio (coisa que homem também adora!)

Mules e babuches são modelos que deixam à mostra a parte de trás do pé, curvando a perna e dirigindo a atenção para a perna e ocultam a parte da frente. São inocentemente sensuais porque convidam a pessoa a imaginar o que está escondido.

E as sandálias abertas, de tiras, que deixam as fendas entre os dedos a mostra têm um apelo extremamente sensual, visto que as fendas dos dedos são comparados a fenda que temos no meio do seio. E não se enganem, o nosso peep toe entra na categoria sexy, pois mostram a fendinha. Portanto num ambiente de trabalho prefiram um peep com a abertura menor.

Enfim, a maioria de nós tem uma relação especial com os sapatos, talvez porque eles são nosso transporte, nosso elo com a terra. Ou, quem sabe, é o significado sensual do pé, que torna tudo o que o cobre igualmente significativo.

Os sapatos são mais que uma necessidade ou afirmação da moda. Para muitas, são uma paixão.
Precisamos somente saber usá-los.

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Magia do Visagismo


Incansavelmente, tenho dito que na Consultoria de Imagem trabalhamos com função e intenção. Procuramos conhecer a vida do cliente, seu dia a dia, o que ele quer expressar com sua imagem e só ai definimos uma identidade visual que funcione no seu mundo.

Não estamos interessados em colocar ninguém na moda, nem só vestir adequadamente uma pessoa. Estamos focados em tudo; tipo físico, cores apropriadas, formato de rosto, maquiagem, contraste pessoal, adornos, enfim.

 Esse conjunto todo, bem pensado, trabalhado, declara ao mundo o que essa pessoa é, através da linguagem visual.

Todo ser humano, intuitivamente sabe o que significam as linhas, suas inclinações, formas, cores e outros elementos que compõem a imagem. Isso porque existem símbolos arquetípicos que nos norteiam, ou seja, símbolos que sempre foram usados com o mesmo significado por todas as culturas.


Exemplo:

Você chega num local e observa essas duas cadeiras disponíveis para se sentar. Antes da sua escolha, em segundos, seu cérebro reconhece símbolos arquetípicos ou universais contidos nas duas poltronas; linhas retas na primeira, que remetem à segurança e praticidade, e linhas curvas na segunda, que remetem à conforto e beleza. A partir daí, você escolhe aquela que tem mais a ver com sua necessidade naquele momento ou inconscientemente com sua personalidade.

Ou seja, toda imagem contém símbolos arquetípicos, intencionalmente ou não, e quando alguém vê essa imagem, esses símbolos provocam uma reação emocional, como mensagens subliminares que agem sobre a pessoa sem que ela esteja consciente disso.

Isso também acontece com nossa imagem pessoal.

 Quando você vê uma mulher com cabelos enormes, em linhas retas, sem corte, em cima do rosto, com roupas que escondem o corpo, o que você logo pensa? Que é uma pessoa que não aprecia mudanças, que tem um lado controlador, que é fechada. E essa pessoa pode ser completamente diferente daquilo que imaginamos. Ela pode ser meiga, sensível, dedicada, habilidosa. Nesse caso, sua imagem está indo contra a sua identidade.

Por isso, na Consultoria de Imagem usamos o conceito do Visagismo (arte criar uma imagem pessoal que revela as qualidades interiores de uma pessoa), para nos ajudar a entender aquele ser humano, o que ele realmente é, o que ele está projetando para os outros, e assim conseguir equilibrar, na área visual, os elementos que essa pessoa traz consigo.

O resultado não é outro senão uma pessoa com uma imagem coerente e transbordando credibilidade para o mundo.

No Visagismo, (palavra derivada de visage, que em francês significa rosto = sede da identidade do indivíduo), analisamos as formas e traços de um rosto, os símbolos ali contidos, o temperamento estampado naquele rosto, o gestual intuitivo da pessoa, e com isso conseguimos customizar a imagem de cada cliente, sem o enquadrar em padrões baseados em tendências de moda.

Definimos corte de cabelo, coloração, maquiagem, modelos de roupas em cima da necessidade daquele cliente, valorizando suas qualidades.

Visagismo é personalização pura. Implica na reflexão sobre si mesmo, no abandono de fórmulas, regras, e na adoção de procedimentos que estimulem o que cada cliente tem de melhor.

Lembram que falamos que para identificar seu próprio estilo é preciso primeiro ter um encontro consigo mesmo? O Visagista promove esse encontro, da beleza interior com a beleza exterior.

O Assunto é fascinante e sem fronteiras. Em qualquer profissão, o Visagismo poderá somar.

Falaremos sempre nele, mesmo porque é uma das minhas paixões.

Nunca, com um post só, conseguiria explicar para vocês, a magia desse assunto.

Bjs,


Sabrina Silvian

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vai um estilo ai?


Vivemos num mundo extremamente visual.

Pesquisas sobre percepção humana afirmam que 65 a 75% do que acreditamos ser verdadeiro é proveniente da visão. Trazendo para nosso contexto, isso quer dizer que, quando vemos alguém fazemos julgamentos profundos através de evidências superficiais como roupas e linguagem corporal, e que naquele momento não estamos vendo o currículo da pessoa, nem suas experiências ou potencialidades.

 Tudo o que concluímos é baseado no que vemos.

Parece ingrato sermos julgados pela nossa aparência? Sim, mas é exatamente isso que acontece. E não é uma questão programada, nem ao menos nos damos conta do que nos levou a pensar bem ou mal de uma pessoa.

Por isso, há uma preocupação emergente sobre a importância de adotar uma imagem consistente. O que quer dizer isso? Que você será visto com mais credibilidade se adotar uma assinatura visual ou um estilo próprio, único.

E o que vem a ser estilo? Tanto se fala nessa palavrinha atualmente...Poderíamos dizer que estilo é personalidade no vestir, ou que estilo é identidade pura. Em meu conceito pessoal, acredito que essas afirmações são corretas, mas tudo isso é muito teórico para a maioria das pessoas. Precisamos mostrar como isso é possível, simplificando.

Ter estilo definitivamente não é copiar alguém que é linda, bem vestida e antenada. Ter estilo nada mais é que ser você mesma! Trabalhar a intimidade com seu corpo, com sua vida, se conhecer, saber de seus pontos fortes, e traduzir isso para mundo. Claro que com algumas melhorias (tá ai a Consultoria de Imagem para isso)!

A partir da hora que o mundo perceber que suas roupas expressam o que você é por dentro; suas emoções, seu comportamento, você terá conquistado uma imagem forte, consistente, porque as pessoas perceberão verdade e coerência.

Sabe quando você anda na rua e vê pessoas multicoloridas, com excesso de combinações, que aos nossos olhos parecem não ter nada a ver com nada, e mesmo assim elas estão super a vontade, tem comportamento e movimentos interligados com a roupa? Já perceberam como nós nos identificamos com essas pessoas? Pois é, isso se dá porque nosso cérebro percebe verdade, coerência, e isso nos faz intuitivamente ir com a cara delas. Ter confiança.

Ao mesmo tempo vemos todos os dias, pessoas deslocadas encima de um salto, incomodadas com uma saia, a puxando sem parar, ou mesmo alguém todo bem vestido, refinado, mas falando alto, sendo grosseiro. São pessoas que copiam um estilo que gostaram de outra pessoa, mas esquecem de perceber se aquilo funciona no seu universo.

Isso passa para o mundo, uma mensagem de desconforto, de instabilidade emocional, e consequentemente, de desconfiança, afinal nossos olhos não sentem harmonia no que veem, e nossa percepção passa a ser negativa na hora.

Precisamos aprender a expressar nossa essência! Parar de copiar! Não tem problema achar algo bonito, interessante nos outros, mas temos que ter a noção se aquilo se parece conosco.

Sim, porque se você é espontânea, extrovertida, e até um pouco desastrada e quer parecer refinada, tudo bem, há maneiras para isso. O que se tem que avaliar é até onde se pode ir com esse refinamento, porque senão você engessa literalmente sua imagem e tira o que você tem de melhor; ser única.

Em suma, criar um estilo pessoal nada mais é que assumir quem você é; no jeito de falar, vestir, comer...adotando algumas melhorias.
Bom, acho que temos um bom tema para ser pensado e discutido durante a semana. A minha imagem reflete o que sou? Corra para armário, analise suas roupas, seus sapatos, acessórios. Eles dizem muito sobre você! 

Um abraço,


Sabrina Silvian

terça-feira, 22 de março de 2011

A Grande diferença entre quase iguais

A pergunta é recorrente: Qual a diferença entre Consultora de Moda, Personal Stylist  e Consultora de Imagem?

Bom, para começar devo dizer que os nomes podem nos confundir, mas as três profissões são bem diferentes!

Vou explicar um pouco mais sobre cada uma delas;





Consultora de Moda é uma profissional especializada em tendências. Ela analisa os caminhos da moda, capta os sentimentos que os estilistas imprimem naqueles desfiles surpreendentes (para não dizer malucos), e traduzem para nós, reles mortais. Além de repassar informações das passarelas para lojistas em formas de dicas do que é interessante se ter nas araras.

Ou seja, essa profissional está sempre atenta aos desfiles, tendências nacionais e internacionais. Um exemplo de consultora de moda é a Glória Kallil.


Personal stylist é um profissional que tem foco no vestuário e no guarda-roupas do cliente. Basicamente, ele veste uma pessoa adequadamente, dentro do que a valoriza, ou seja, esse profissional filtra, garimpa entre as informações de moda, o que mais tem a ver com aquela pessoa específica.


O trabalho aqui é pontual. Muitas pessoas contratam esses profissionais para um determinado evento, viagem ou por conta de uma mudança profissional naquele dado momento. São mudanças mais focadas e dentro do vestuário.

Já a Consultora de Imagem é uma profissional especializada em comunicação verbal e não verbal, comportamento e aparência. Ela ajuda as pessoas a atingir auto confiança, credibilidade e autenticidade com sua imagem.

A Consultoria trabalha mais com a imagem que se quer projetar do que com a moda em si. Aliás, a moda é só mais uma ferramenta que usamos. É trabalhado tudo que abrange a imagem do cliente; cabelo, maquiagem, etiqueta e o vestir. O vestir aqui, não é somente adequado ao corpo da cliente; é um vestir com expressão e intenção.

O olhar de um consultor de imagem para a moda não é avulso, não indicamos a compra de uma peça só por ela ser bonita ou por estar na última moda. A peça tem que conversar com o corpo, com o gestual do cliente e, principalmente tem que expressar a imagem que buscamos para ele.

E essa imagem vem de um trabalho que é realizado através de muito estudo, técnicas de análises, conversas e muita observação, até que o cliente se sinta seguro com a mensagem que projeta para o mundo.

Todos os trabalhos são de extrema importância. As Consultoras de Moda prestam um serviço à sociedade, lojistas e até a estilistas. As Personal stylists atendem adequação e ocasião, e as Consultoras de Imagem trabalham a imagem completa do cliente.

A nomenclatura serve como classificação, mas nada impede que uma Consultora de Imagem queira absorver outras palavras como estilo, que também é muito usada por ai.

O que temos que pensar é que, trabalhar com imagem é algo muito sério; desmistificar paradigmas de uma pessoa, revirar emoções, indicar investimentos, tudo em busca de um retorno, que se não vier, deixará seu cliente completamente frustrado.

Caso você procure pelos serviços de Consultoria de Imagem, analise os currículos dos profissionais, veja sua formação, se tem expertise. A AICI (Associação Internacional de Consultores de Imagem) www.aici.org pode indicar profissionais que levam a sério a profissão. Vale a pesquisa, porque é sua imagem que está em jogo.


Não há satisfação maior do que ver seu cliente com um sorriso largo no rosto, entendendo as funções, as definições estudadas para ele. Nosso coração se enche de alegria e vamos dormir tranquilas, certas de que fizemos nosso algo a mais por um mundo melhor e definitivamente mais bonito.

bjs,

Sabrina Silvian