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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Roupa e a emoção que ela carrega.


Você já parou para pensar qual a relação entre o que nos acontece, o que estamos sentindo, e o que escolhemos vestir? O nosso emocional pode interferir no nosso estilo pessoal?

Como seres humanos é natural que vez ou outra estejamos tristinhos, calmos, confusos, alegres, românticos, e que tragamos para nossa escolha diária de looks, mesmo que inconsciente, esses sentimentos.

Uma roupa pode denunciar um estado de espírito, como também tem poder de mudá-lo, e se nos conscientizarmos disso dá para escolher direito, com propósito, ao invés de sermos vítimas de nós mesmas.

Por exemplo, se estamos tristes podemos abusar das cores para alegrar nosso dia, o amarelo e o laranja trazem energia, o vermelho vibração, emoção, enquanto que o azul traz tranqüilidade. A escolha depende da intenção.

Se estivermos num momento off e desejarmos refletir, ficar até um pouco isolados, podemos apostar em tons neutros e peças sóbrias, que por si só já são desprovidas de emoção e emitem a mensagem de afastamento.

Tudo o que vestimos, de uma forma arquetípica, fala sobre como estamos nos sentindo. Rendinhas, pérolas, mangas fofinhas entregam um momento carente de romantismo, uma mulher madura vestindo só roupas com características jovens pode ser uma mulher nostálgica que gostaria de ter vivido aquilo no tempo certo, mas que por algum motivo foi impossibilitada. Uma pessoa que anda somente com roupas pretas está dizendo ao mundo que está fechada, ou que é contra algo que a maioria acredita.

Enfim, são diversas mensagens que nosso visual transmite, e por isso precisamos fazer literalmente uma terapia em frente ao espelho. Procurar sempre ter em mente nossa intenção e estar atentos aos nossos sentimentos, que podem ser exteriorizados no nosso discurso não-verbal.

Agora, quando formos sair de casa vale o exercício de pensar como estamos nos sentindo, e como podemos refletir ou não esse momento nas nossas vestimentas.

Vamos tentar?

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Baixinha sim, com muito orgulho!


Uma das perguntas mais frequentes que escuto: “Sou baixinha, o que devo vestir para parecer mais alta?”

Pois bem, existem algumas dicas que podem nos ajudar a parecer mais longilíneas. Vamos a elas?

Inicialmente, precisamos ficar atentos às cores. Combinações monocromáticas alongam. Coordenar peças que tenham o mesmo tom, ou seja, tudo claro ou tudo escuro, faz com que o olho humano não perceba cortes na silhueta. Exemplo: quando uma pessoa usa saia clara e blusa escura, ou vice e versa, forma-se uma linha horizontal na cintura que é muito “encolhedora”. A idéia é sempre evitar esses cortes bruscos de cor que encurtam a silhueta.

Outro item importante é a proporção do corpo. A cintura deve estar sempre no lugar e a proporção do tronco deve ser menor do que a proporção das pernas, isso porque precisamos alongá-las, então se colocarmos uma blusa muito comprida, ou um cinto baixo na altura dos quadris, eles irão cortar parte de nossas pernas, e consequentemente, nos deixar mais baixinhas. Alguns aliados alongadores são: blusas, coletes, jaquetas mais curtas e sapatos da mesma cor da saia ou da calça, o que cria uma linha vertical sem cortes.

Falando em sapatos, precisamos nos lembrar de analisar as gáspeas de cada um, aquela parte da frente que cobre os dedos. Quanto mais alta for a gáspea, mais inimigo das baixinhas esse sapato é. Exemplo: tênis, oxfords e botas são mais “encolhedores” que rasteiras e sapatilhas, isso porque o pedacinho de pé que fica de fora (nas rasteiras e sapatilhas) se junta à perna, e isso alonga. Já quando os pés ficam mais fechados, e se ainda, os sapatos forem de cores diferentes que seu tom de pele, não há como escapar, o efeito é contrário.

O comprimento das roupas também é muito importante. Basicamente, a regra é quanto mais pele ficar a mostra, mais alta a pessoa parecerá, por isso saias e shorts mais curtos são peças amigas. É sempre bom que a peça de baixo para as baixinhas esteja acima do joelho ou abaixo do tornozelo.

Os acessórios precisam ser proporcionais à sua altura. Bolsas e colares muito grandes ficam desproporcionais em uma pessoa de 1,60cm.
               
Ficando atenta a tudo isso você parecerá mais alta do que é, sem dúvidas. Acontece que não dá para ficar preso a regrinhas, mesmo porque temos vontade de usar várias peças/acessórios que não necessariamente são ideais para o nosso tipo físico. Nesse caso, como proceder? Harmonizando o conjunto, reduzindo os danos no efeito final!

Exemplos: se gostamos de sapatos tipo Oxford, mesmo sabendo dos “danos” que eles podem nos causar, podemos amenizar esses efeitos apostando em cores próximas a do nosso tom de pele, ou peças mais curtas, fazendo assim uma coisa compensar a outra.

Gosta de saias longas? Ok, use-as com salto alto e prefira os modelos em A, sem detalhes. Gosta de calças dobradas no tornozelo (efeito que encurta porque cria a temida linha horizontal)? Prefira a modelagem reta e um salto alto.

Entenderam? Nada mais é que um jogo de compensação. Aprendendo a coordenar as peças e seus “efeitos colaterais”, conseguiremos uma imagem equilibrada, admirável e segura.

Vamos tentar?

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Poder está em suas mãos



Nos últimos tempos, estamos presenciando um boom de esmaltes novos rondando os salões de beleza.

A cada mês é lançada uma nova coleção, a cada novela uma cor nova que “pega” entre as meninas.
Assim, é inevitável que algumas dúvidas apareçam: A cor de esmalte tem que combinar com a roupa? A escolha da cor de esmalte passa alguma mensagem às pessoas? A cor de esmalte é considerado um acessório?

Primeiramente, a cor de esmalte é considerada um acessório sim. Ela não te veste, mas te compõe, agrega valor à sua roupa, à sua imagem, assim como os sapatos, as jóias e as bolsas.

No tocante à combinação, não precisamos nos privar de usar nada do que queremos só por conta da cor do esmalte, mas temos que nos atentar ao que sempre falo aqui no blog, a harmonia do todo.

E para se conseguir essa harmonia precisamos entender qual a mensagem estamos passando para os outros. Sim, porque se você opta por esmaltes vermelhos e resolve coordená-los com uma mini saia de couro e uma blusa decotada, a mensagem é muito mais vulgar do que sexy. E isso nada tem de harmonia, e sim puro desequilíbrio.

Justamente para o tiro não sair pela culatra é que precisamos saber que normalmente cores escuras nas mãos passam uma mensagem de força, personalidade, expressão, liberdade e mistério. Cores clarinhas passam um ar de ingenuidade, romantismo, leveza, transparência, enfim, um ar angelical. Sabendo disso, podemos fazer as cores dos esmaltes trabalharem a nosso favor.

Já se perguntaram porque os homens preferem as cores claras para o esmalte da esposa ou namorada? Simplesmente porque a cor clara não propõe atrito, desafio para eles.

E porque as mulheres com imagem forte, bem sucedida sempre escolhem esmaltes mais escuros? Justamente porque elas precisam comunicar poder, força e segurança.

Não é errado eleger uma cor clara de esmalte, mas é interessante que se nas mãos não conseguimos ousar, na roupa, ou nos sapatos tenhamos um pouco mais de criatividade.

O mesmo serve para as cores escuras, se a escolha é por elas, e sabendo que elas já possuem valor de destaque, temos que dosar na escolha das roupas e dos outros acessórios.

Além de tudo, precisamos lembrar que a cor do esmalte interage diretamente com nossa cor de pele. Muitas pessoas não sabem, mas a cor de esmalte errada pode envelhecer as mãos. Por isso é interessante fazer a análise de cores pessoal. Você irá saber o seu tom adequado de cada cor!

Perceba que o interessante é ter a liberdade de brincar com esse acessório, sem esquecer da harmonia do todo.

Bjs,

Sabrina Silvian


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Harmonia das cores

Já dissemos aqui no blog que para montar um look interessante precisamos ter um ponto focal na composição, ou um centro de interesse na roupa. Esse ponto dominante pode ser o uso de texturas, linhas, formas ou cores.

Quanto ao uso das cores, é uma “super tendência” falar em colour blocking hoje em dia.

Mas o que vem a ser isso? É a habilidade em coordenar várias cores no mesmo look.

Isso nada mais é que um exercício da moda. Sim, porque quando saímos do lugar comum, das coordenações nudes, pretas, brancas, monocromáticas, damos vazão à nossa mente, à nossa criatividade, e, quanto mais criamos, ousamos na hora de vestir, mais vamos aperfeiçoando nosso estilo pessoal.


Para melhor visualização, abaixo temos um círculo cromático. Esse círculo olhado bem de pertinho, contém variações de intensidade e profundidade da mesma cor, mas aqui queremos só entendê-lo um pouco mais.

Basicamente o usamos para buscar novas “combinações” de cores para nossas roupas. Podemos utilizá-lo das seguintes formas:

*Misturando cores correlatas, semelhantes, é o famoso “tom sobre tom”. Essa mistura é a menos propícia à erros, mas também são menos interessante aos nossos olhos. Aqui não se exige esforço nenhum, você irá coordenar os subtons dentro do mesmo tom. Exemplo: Azul marinho - azul ciano, ou magenta – magenta/ vermelho.

Nesse esquema, é importante adicionar outros elementos de design como formas exageradas, texturas interessantes ou mesmo acessórios para tirar a monotonia do visual.

*Misturando cores análogas. É a combinação de cores vizinhas no círculo. A harmonia é semelhante às correlatas, porém visualmente mais interessante. Exemplo: Azul marinho + verde ciano, ou vermelho + laranja.

*Misturando cores contrastantes. Essas combinações são mais difíceis, pois não há semelhança visual entre elas. No entanto, criam looks riquíssimos e super interessantes visualmente. Você irá coordenar cores opostas no círculo cromático, exemplo: azul +vermelho ou amarelo + roxo. Podem também coordenar uma cor com sua oposta e as adjacentes a esta oposta, ou seja, rosa + roxo +verde, ou vermelho+ roxo+ azul. Enfim, dá para abusar!

Aqui a dica é, use uma cor como dominante, ou mais forte, e a(s) outra(s) em tons mais leves para não haver briga entre elas e para enriquecer o visual.

Outra dica importante é evitar essas combinações de cores em roupas com texturas pouco nobres, como o jeans e a malha. Como a cor já é a protagonista da roupa, o tecido tem q ser mais leve, menos impactante. Coordenar cores em peças de alfaiataria fica sem dúvida mais chique.

Parece difícil, mas não é. Como disse antes, isso é um exercício diário.

Além das cores mandarem mensagens sobre nosso humor, nosso temperamento, elas alegram nosso dia, e o dia de quem está perto de nós.

Uma semana colorida à todos.

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Equilíbrio e Harmonia


Já falamos aqui no blog, que para compor looks interessantes temos que ter em mente o equilíbrio e a harmonia, entre cores, linhas, estampas, tecidos, acessórios, tom de pele, enfim. Mas o que seria um look interessante? Resumidamente é uma composição que nos favorece.

E o que nos favorece?

Primeiramente temos que descobrir quais são nossos pontos fortes e fracos. Um quadril mais largo que os ombros, um seio maior ou menor, uma cintura muito fina em relação ao todo.

A partir daí teremos um norte. O que precisamos destacar, suavizar, afinar, criar volume, encurtar.

Sabendo disso, usaremos a nosso favor os elementos de design, ou seja, as linhas, as formas, as cores, as texturas, e as estampas contidas na roupa.

Um Exemplo: se você tem um corpo tipo triângulo, muito comum aqui no Brasil, onde os quadris são mais largos que os ombros, o que precisamos fazer é desviar a atenção dos quadris, colocando estampas bem contrastantes na parte superior, cores mais claras, linhas horizontais como uma manga ombro a ombro e tecidos mais leves e escuros na parte inferior, onde precisamos suavizar as formas.

Já se você tem um corpo tipo triângulo invertido, onde os ombros é que são mais largos que os quadris, aí o nosso trabalho é no sentido de destacar a parte inferior, com cores mais claras, estampas maiores, saias rodadas, tecidos mais pesados, ou seja, tudo para equilibrar o corpo todo.

Quando conseguimos o equilíbrio num look, o peso do corpo é distribuído igualmente, e isso faz com que nossa imagem pareça adequada, confiável, bem sucedida.

Já a harmonia é obtida quando todos os elementos do design (cores, texturas, linhas, formas, estampas),estão relacionados ou quando eles não conflitam.

No entanto, temos que tomar cuidado aqui, porque o excesso de harmonia pode deixar uma roupa sem graça. Por isso, é importante criar um ponto focal ou um centro de interesse na roupa, como cores fortes em sapatos ou bolsas, o uso do brilho em um determinado ponto, uma meia calça com detalhes, um chapéu, enfim.

Temos que aprender a estudar nosso corpo, ir para frente do espelho e interagir com ele.

Fazendo isso e tendo esses simples cuidados ao montar os looks, não tem erro, acertaremos sempre!

Beijos,


Sabrina Silvian

terça-feira, 12 de julho de 2011

Moldura do rosto


Sede da identidade visual, o rosto carrega uma moldura determinante para o bem estar e a auto estima de uma pessoa: os cabelos. Você pode estar linda, bem vestida, mas se seus cabelos não estão contribuindo, logo você se irrita, nada fica bom e ponto.

Na internet sempre temos acesso às tendências de cortes de cabelos para o inverno, ou para o verão, às cores que “vão pegar”. Por estarmos expostos a tantas informações, temos que ter um discernimento muito grande ao ler essas matérias, porque cada pessoa é única, não há como dizer que aquele corte que ficou maravilhoso na Camila Pitanga vá ficar em você.

Por isso, na Consultoria de Imagem nos preocupamos muito com isso. Incluímos recomendações de corte, cores de cabelo, tudo levando em conta o seu tom de pele, seu formato de rosto, seus traços, enfim. Tudo é feito para que haja harmonia, equilíbrio e personalização.

Por exemplo, se você tem um rosto mais quadrado, com linhas retas nas laterais, maxilar forte, os cabelos mais curtos ondulados funcionam porque “quebram” um pouco a rigidez das linhas do rosto. Se o rosto é mais redondo, tentaremos criar uma ilusão de comprimento no rosto, no sentido de alongá-lo, adicionando linhas retas, altura no topo da cabeça, e evitando cortes na altura do queixo e franjas retas.

Saber qual seu formato de rosto é imprescindível para escolher um bom corte. E isso, um bom profissional tem q saber fazer. Por isso, trabalhamos com profissionais visagistas. Eles analisam tudo isso. Não trabalham por produção, e sim pelo bem estar do cliente.

A coloração de pele é outro ponto a enfatizar. Não é uma regra, mas se você olhar para o seu colo, vai achar uma cor predominante no fundo de sua pele; vermelha, azul ou amarela.

Lógico que o ideal é fazer a análise de cores pessoal, mas no olho já sabemos muito sobre qual a cor de cabelo mais combina com aquela pessoa, sem esquecer, da intenção de cada um, claro. Por exemplo; se uma pessoa tem pele com fundo amarelado, dificilmente esta pessoa ficaria bem num tom de louro- palha que tem fundo frio.

Cabe nessa situação um louro ou um castanho com fundo mais quente (quando falo fundo quente é amarelo ou vermelho, cores quentes, de energia). Já pessoas clarinhas com fundo de pele azulado, ficam bem com tom de louro- palha ou de castanho com fundo mais frio (quando falo fundo frio, quero dizer azul ou cinza). A regra é simples; o cabelo tem q acompanhar o tom da sua pele. Nada de contrastes aqui, a não ser q sua intenção seja chocar, impactar.

O que mais ocorre são erros no tom de cabelo. Por isso quando saímos as ruas vemos muitas pessoas com cabelos que aparecem mais que elas próprias.

O cabelo, assim como a roupa, quando estão no tom correto, destacam você.

Bjs,

Sabrina Silvian


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Maquiagem, uma paixão


Muitas mulheres são simplesmente apaixonadas por maquiagem. Colecionam batons que estão na moda, pincéis, produtos que prometem verdadeiros milagres.

Mas esquecem que a maquiagem além de enfeitar, tem a função de equilibrar pontos fortes e pontos fracos.

Bom, primeiro passo para uma boa maquiagem é o cuidado com o rosto, a limpeza. Só a pele estando perfeitamente limpa, poderá receber bem e até fixar mais a maquiagem. Logo, é importante procurar uma dermatologista para que ela possa prescrever produtos adequados ao seu tipo de pele.

O segundo passo seria apostar em produtos de boa qualidade. Mas aqui cabe um parênteses, nem todo produto caro e de marcas renomadas, são os melhores. Por isso, vale a regra da experimentação. Compre pela internet somente produtos que já conhece, teste a base sempre no rosto e não nas mãos, saia da loja que estiver comprando e vá em outro espelho, seja do shopping, ou de onde estiver, pois as lojas de maquiagem tem luzes que mais mascaram do que revelam o efeito final da make.

Enfim, não tenha medo de sair por ai testando os produtos. As lojas possuem produtos especialmente separados para esse tipo de teste.

Ah, se tem uma dica que sempre dou às minhas clientes é que invistam em pincéis de qualidade. Pode parecer futilidade, mas usar pincéis apropriados dá um acabamento muito mais profissional a maquiagem.

O terceiro passo é definir a intenção da maquiagem. Quero chocar ou quero simplesmente estar com uma imagem harmônica? Caso a intenção seja impactar, você vai optar pelo estilo de maquiagem que acentua suas características mais fortes. Exemplo, se você tem olhos grandes, deve trazer para essa área cores claras, que aumentem visualmente, e que ajudem a iluminar. Assim consequentemente seus olhos serão realçados.

 Se você tem lábios grossos, utilize cores mais fortes que contrastem com seu tom de pele, ou criem um efeito molhado, pois ai haverá um destaque todo especial para essa área.

Se a intenção é sair de casa somente com uma “corzinha”, num efeito mais básico, você deve optar somente por corrigir e harmonizar as características do seu rosto. Exemplo; se você tem os olhos mais afastados, um leve esfumaçado em tom mais escuro no canto interno cria uma ilusão de aproximá-los. Se os lábios são muito finos aposte em tons mais claros e não deixe de contornar com um lápis de boca na mesma tonalidade do batom (nunca mais escuro). Gloss e batons brilhantes são excelentes opções porque tendem a aumentar e chamar a atenção.

O equilíbrio do rosto e a intenção são determinantes para garantir uma boa maquiagem. Sempre pense nisso antes de iniciar o seu ritual da beleza.

E o quarto passo, não menos importante é a retirada da maquiagem. Sim, tem que limpar!

Nada de preguiça. Um lencinho umedecido ou um bom demaquilante são imprescindíveis no final da noite. Sua pele, assim como você depois de uma noitada, precisam descansar. E se você não retira os excessos, sua pele não respira, consequentemente, no outro dia ela estará com um aspecto super cansado, sem vida.

Falar de maquiagem é uma delícia. Recomendo para quem é aficionado pela arte de se enfeitar, como eu, procurar aprofundar sobre maquiagem aliada ao visagismo.

Essa técnica maravilhosa que traz para fora o seu temperamento, suas qualidades internas, pode ser linkada à maquiagem, trazendo assim um ar muito mais verdadeiro, muito mais essência a qualquer produção.

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 21 de junho de 2011

Contraste Pessoal


Entre seu tom de pele e a cor dos seus cabelos existe o que chamamos de contraste de cor. E a classificação entre as pessoas no que tange a esse contraste está elencado em baixo, médio ou alto.

Na Consultoria de Imagem, analisamos se os tons de cabelo e pele ficam próximos ou se são diferentes. Se são muito próximos como uma pessoa clara com cabelos claros, ou uma negra com cabelos escuros dizemos que essa pessoa tem baixo contraste. Se a diferença é mediana, pele amarelada e cabelos castanhos claros, dizemos q ela tem médio contraste. E se a diferença é grande, por exemplo cabelos escuros e pele clarinha, ai dizemos q esta pessoa tem um contraste pessoal alto.

Mas para que serve isso?

Bom, esse contraste pessoal interfere diretamente na escolha dos tons das roupas e das estampas que melhor harmonizam conosco. Algumas peças podem nos abater e outras nos destacar. Por isso é importante repetir seu contraste pessoal e valores de coloração nas suas roupas e acessórios.

Pessoas do tipo baixo contraste, com cabelos e pele escuros tem como melhores combinações de roupas, cores mais próximas, ou seja, escuro + escuro, escuro + médio + escuro. Exemplo: Terno cinza chumbo com gravata cinza médio ou terno marinho, com uma camisa azul média e uma gravata marinho.

Para as mulheres, calça ou saia preta coordenada com uma blusa vinho, marrom, ou vermelha com base azulada, ficam perfeitos.

Se você é do tipo baixo contraste com cabelos e pele claros, como a apresentadora de TV Angélica, as melhores combinações de roupas são também cores próximas, ou seja, claro + claro, como uma blusa rosa clara e uma saia bege, ou claro + médio + claro, como um terno cinza usado com uma camisa branca e uma gravata azul bebê para os homens.

Pessoas com médio contraste podem usar combinações claras + escuras, até recomenda-se incluir um terceiro item de tom médio para criar uma ponte entre estas duas cores. Um exemplo é um terno grafite, com uma camisa lilás bem clara, e uma gravata em um tom mais escuro de violeta. A regrinha vale para mulheres, uma estampa de onça aqui cai muito bem.

Para pessoas de alto contraste, o ideal é usar alto contraste entre as cores. Claro + escuro. Exemplo: Terno preto, camisa em tom claro e gravata Vermelha.

Quando usamos o contraste que acompanha nossa coloração pessoal, chamamos a atenção para nós e não para a roupa.

E essa é a idéia!  

Bjs,

 Sabrina Silvian

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quebrando as regras


Muitas pessoas me perguntam quais as principais regras devem seguir para se vestirem melhor. Pois bem, existem mesmo essas regras?

O que há de fato há é uma pluralidade de normas coexistindo lado a lado. Tomadas separadamente elas podem ser muito severas, porém essas regras devem funcionar dentro de um contexto, como uma bússola que aponta para o norte, então cabe a cada um absorver o que dá conta.

Temos que usar essas normas a nosso favor e não deixar que elas nos aprisionem.

Para isso, sempre falo com minhas clientes que as regras terão outro nome daqui por diante, serão chamadas de filtros.

Filtro 1- Idade:

Eu, particularmente acho que nem tudo é permitido a todas as idades, mas acho também que podemos encontrar uma maneira de agradar a cliente e ao mesmo tempo, mostrar o que lhe cai melhor.

Exemplo: uma senhora gosta de roupas mais curtas. Convenhamos que ela ficaria muito mais elegante e interessante se usasse a medida certa de uma saia, mas caso ela goste muito e insista, podemos coordenar essas peças com meias calças para minimizar o efeito atrativo do look, usar um trench coat por cima, ou blusas mais clássicas para quebrar a sensualidade da saia, enfim, tentar jogar a atenção para outras áreas do seu corpo que não somente as pernas.

Devemos entender que quando uma pessoa usa roupas que não refletem sua verdadeira idade, de duas uma; ou ela projeta ao mundo uma mensagem de mulher que não consegue lidar com o amadurecimento, ou ela não viveu intensamente o que deveria viver quando era mais nova e agora quer correr atrás do tempo perdido. “A juventude” está sendo cada vez mais esticada, de modo que, está se tornando um estado permanente em vez de uma fase de transição. E isso é tudo, menos saudável.

Filtro 2- Ocasião:

Bom, aqui temos que ser objetivos. No ambiente de trabalho imperam regras de vestuário relativamente mais rigorosas; roupas clássicas e neutras. Em festas durante o dia podemos optar por tecidos mais fluidos, em cores mais claras e chapéus. Em eventos noturnos são permitidas cores mais fortes, vibrantes, saltos mais altos, maquiagem mais marcada. Homens: quanto mais tarde o evento mais escuro o terno, menos acessório e mais refinado o sapato (evite mocassim com terno).

Logicamente que cada evento tem seu Dresscode, e é de bom tom constar no convite a que se refere a tal comemoração. Isso ajuda o convidado a escolher melhor. Ir com roupas inadequadas é extremamente ultrajante. Seja para menos, quando não queremos nos produzir tanto, ou para mais, quando exageramos na produção. A mensagem aqui é sua festa não é tão importante para mim a ponto de eu caprichar, ou o motivo de sua comemoração é o que menos me importa, eu quero é aparecer, brilhar! Tenhamos cuidado com o sentimento alheio, isso também é ser chique.

Filtro 3- Moda e tendências:

Todo mundo que está seguindo a moda, está adequado e bem vestido.

Isso definitivamente não é uma regra. Aliás, muito pelo contrário. Quantas vezes conhecemos vítimas da moda usando tudo ao mesmo tempo e pecando feio no quesito harmonia? Temos que aprender a usar a moda tendo controle sobre ela, pois ela é irracional, consiste na mudança por mudança.

Caso não tenhamos esse discernimento, corremos o risco de virar um outdoor ambulante, e refletir para os outros que somente por termos peças da moda, somos alguém de valor.

As regras em geral tendem a se tornar muito mais frouxas com o tempo, isso porque, se começarmos a colocar foco na nossa criatividade e sensatez, conseguiremos substituir o código do vestuário por outro, mais livre que o imposto atualmente. Mais nosso.


Bjs,

 Sabrina Silvian

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fios que tramam contextos e alinhavam histórias

A Tecelagem é considerada uma das artes mais antigas do mundo. Há indícios da existência de têxteis na história da humanidade há mais de 24 mil anos, ainda no período Paleolítico. O surgimento se deu por questão de necessidade, para proteger o corpo humano do frio e das intempéries naturais.

Cruzando as mais diversas épocas, é possível ler a história nas tramas do tecido; do Egito antigo à América, da Inglaterra na revolução industrial ao revolucionário prêt-à-porter na França, dos teares mais rústicos aos fios nano tecnológicos. A história dos tecidos nos conta muito sobre o corpo, a moda, os costumes e hábitos, a arte, a cultura e a tecnologia de uma época.

Mas deixando um pouco a história de lado, queremos tratar nesse post o significado e as mensagens que os tecidos emitem.

O tecido pode ser símbolo de poder, segurança, cobiça, elegância e outras variáveis de maior ou menor envergadura, incluindo seus opostos. Sem esquecer que ele é um catalisador de sensações que passa pelos sentidos dos humanos.

Para entender, os tecidos são compostos de fibras naturais ou sintéticas. As fibras naturais são: algodão, seda, linho, lã e suas variações. Já as fibras sintéticas são: viscose, raiom, acetato, poliéster, acrílico e nylon. Se é sintético é quase plástico, imagina isso no calor? O ideal é usar roupas com fibras naturais ou se isso não for possível, que a porcentagem na composição seja bem maior que a de sintético (Vamos começar a ler as etiquetas antes de comprar!)

Por isso, dizemos que se uma roupa contém fibras naturais, o tecido é mais nobre, isto é, não esquenta, assenta no corpo perfeitamente, não arranha, nem marca demais, e por isso também tem preços menos amigos.

Tecidos estruturados (firmes), lustrosos, justos, vernizados, brilhosos, como couro, lycra, stretch, metálicos, spandex, jeans, contém muitas fibras sintéticas, portanto são menos nobres. Por eles evidenciarem demais as formas do corpo, passam uma sensação de incômodo, de que algo está apertado demais ou limitando os movimentos da pessoa. Além de terem conotações tão sexys que se não forem produções bem equilibradas podem virar fácil um look vulgar. A dica aqui é se for usar algo dessa “paleta de tecidos”, escolha uma peça só e ponto.

Em sua contramão, os tecidos mais fluidos, gentilmente estruturados, semi encorpados, com superfície de pouca textura (mais lisa, macia), com discreto brilho ou opacos, sem muitos detalhes, como sedas, shantung, pelica, algodão egípcio, cashmere, lãs frias, crepe de seda, são o que chamamos de tecidos nobres, por sua leveza, seu ajuste ao corpo, seu conforto.

 A pessoa que sempre usa esses tecidos, passa uma mensagem ao mundo de refinamento, luxo, dinheiro, classe. Mas também pode passar a mensagem de ser uma pessoa intimidadora.

Vamos lembrar gente do que estamos falando incessantemente nos posts anteriores, roupas precisam conversar com ações. De nada adianta um tecido maravilhoso para parecer fina, se você é uma desastrada nata (eu, rs), ou até se suas atividades diárias não permitem. Antigamente, na corte, as mulheres de altas classes sociais por terem uma vida ociosa, podiam usar os melhores tecidos. E as serviçais não. Era preconceituoso? Por um lado sim, mas como essas pessoas iam se dedicar ao trabalho pesado trajando um linho?

Tudo bem que o mundo não é seda pura e nem sempre conseguimos andar no linho, mas podemos contrabalancear uma produção coordenando peças simples e nobres. Um jeans com uma camisa de seda é um exemplo disso, ou um investimento num lenço ou numa pantalona.

O fato é que não precisamos nos vestir da cabeça aos pés com fibras naturais para conseguirmos um efeito elegante na imagem. Um toque basta.

Assim como vimos aqui, a cor é o elemento de maior impacto no visual e o tecido é o elemento que mais comunica luxo e status. E sabendo disso, agora, temos mais uma ferramenta para sermos criativas e montar looks mais inteligentes daqui para frente.

Vestir-se conforme a sua intenção. Essa sim, é a verdadeira lição.

Bjs,


Sabrina Silvian

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Magia do Visagismo


Incansavelmente, tenho dito que na Consultoria de Imagem trabalhamos com função e intenção. Procuramos conhecer a vida do cliente, seu dia a dia, o que ele quer expressar com sua imagem e só ai definimos uma identidade visual que funcione no seu mundo.

Não estamos interessados em colocar ninguém na moda, nem só vestir adequadamente uma pessoa. Estamos focados em tudo; tipo físico, cores apropriadas, formato de rosto, maquiagem, contraste pessoal, adornos, enfim.

 Esse conjunto todo, bem pensado, trabalhado, declara ao mundo o que essa pessoa é, através da linguagem visual.

Todo ser humano, intuitivamente sabe o que significam as linhas, suas inclinações, formas, cores e outros elementos que compõem a imagem. Isso porque existem símbolos arquetípicos que nos norteiam, ou seja, símbolos que sempre foram usados com o mesmo significado por todas as culturas.


Exemplo:

Você chega num local e observa essas duas cadeiras disponíveis para se sentar. Antes da sua escolha, em segundos, seu cérebro reconhece símbolos arquetípicos ou universais contidos nas duas poltronas; linhas retas na primeira, que remetem à segurança e praticidade, e linhas curvas na segunda, que remetem à conforto e beleza. A partir daí, você escolhe aquela que tem mais a ver com sua necessidade naquele momento ou inconscientemente com sua personalidade.

Ou seja, toda imagem contém símbolos arquetípicos, intencionalmente ou não, e quando alguém vê essa imagem, esses símbolos provocam uma reação emocional, como mensagens subliminares que agem sobre a pessoa sem que ela esteja consciente disso.

Isso também acontece com nossa imagem pessoal.

 Quando você vê uma mulher com cabelos enormes, em linhas retas, sem corte, em cima do rosto, com roupas que escondem o corpo, o que você logo pensa? Que é uma pessoa que não aprecia mudanças, que tem um lado controlador, que é fechada. E essa pessoa pode ser completamente diferente daquilo que imaginamos. Ela pode ser meiga, sensível, dedicada, habilidosa. Nesse caso, sua imagem está indo contra a sua identidade.

Por isso, na Consultoria de Imagem usamos o conceito do Visagismo (arte criar uma imagem pessoal que revela as qualidades interiores de uma pessoa), para nos ajudar a entender aquele ser humano, o que ele realmente é, o que ele está projetando para os outros, e assim conseguir equilibrar, na área visual, os elementos que essa pessoa traz consigo.

O resultado não é outro senão uma pessoa com uma imagem coerente e transbordando credibilidade para o mundo.

No Visagismo, (palavra derivada de visage, que em francês significa rosto = sede da identidade do indivíduo), analisamos as formas e traços de um rosto, os símbolos ali contidos, o temperamento estampado naquele rosto, o gestual intuitivo da pessoa, e com isso conseguimos customizar a imagem de cada cliente, sem o enquadrar em padrões baseados em tendências de moda.

Definimos corte de cabelo, coloração, maquiagem, modelos de roupas em cima da necessidade daquele cliente, valorizando suas qualidades.

Visagismo é personalização pura. Implica na reflexão sobre si mesmo, no abandono de fórmulas, regras, e na adoção de procedimentos que estimulem o que cada cliente tem de melhor.

Lembram que falamos que para identificar seu próprio estilo é preciso primeiro ter um encontro consigo mesmo? O Visagista promove esse encontro, da beleza interior com a beleza exterior.

O Assunto é fascinante e sem fronteiras. Em qualquer profissão, o Visagismo poderá somar.

Falaremos sempre nele, mesmo porque é uma das minhas paixões.

Nunca, com um post só, conseguiria explicar para vocês, a magia desse assunto.

Bjs,


Sabrina Silvian