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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Desabafo sobre blogs de moda


Nos últimos tempos, meninas apaixonadas por moda, roupas, maquiagens e sapatos começaram a dar seus “pitacos” no mundo virtual. Foi o surgimento dos blogs de moda.

A idéia inicial era expor opiniões, compartilhar idéias, criticar, apresentar novos olhares e trazer um frescor à velha e cansativa escrita de moda. No entanto, com o passar do tempo, ao invés do conteúdo dos blogs se profissionalizar, o que vemos é uma infinidade de blogs de pessoas despreparadas, deslumbradas, que trazem posts idênticos, falam da mesma bolsa e acabam irritando muita gente com seus looks do dia, twittadas sem fundamento, divulgação de marcas sem critério, tudo em busca de ser a blogueira mais pop e a rainha dos jabás.

Por ser um veículo ágil de informação, uma plataforma dinâmica, esses blogs deveriam se atentar para alguns parâmetros, dentre eles o da ética. Basta oferecer um sapato à uma blogueira e ela fará vários posts sobre aquela marca, influenciando, fantasiando pessoas, seres humanos que estão ali para buscar informações, ajuda para seu dia a dia. Blogs de moda estão cedendo à sedução barata e sem muito critério. O que é uma pena!

Pena também é ver colegas de profissão entrando nesse jogo, promovendo marcas e esquecendo o verdadeiro espírito, ensejo da Consultoria de Imagem. Nossa função antes de tudo tem um viés educador, humano, de ajudar o próximo.

Lógico que o que é bom, o que acrescenta, prevalece. Mas precisamos saber filtrar, selecionar nossas leituras, e principalmente saber questionar. Quem está escrevendo conhece do assunto?

Em uma moda que procura ser relevante, é indispensável uma crítica de qualidade, algo que faça a engrenagem sair do lugar comum. Os blogs não precisam de idéias absurdas de originais para serem bons, mas nós precisamos fazer nosso papel, sermos leitores também qualificados.

Bjs,


Sabrina Silvian

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quebrando as regras


Muitas pessoas me perguntam quais as principais regras devem seguir para se vestirem melhor. Pois bem, existem mesmo essas regras?

O que há de fato há é uma pluralidade de normas coexistindo lado a lado. Tomadas separadamente elas podem ser muito severas, porém essas regras devem funcionar dentro de um contexto, como uma bússola que aponta para o norte, então cabe a cada um absorver o que dá conta.

Temos que usar essas normas a nosso favor e não deixar que elas nos aprisionem.

Para isso, sempre falo com minhas clientes que as regras terão outro nome daqui por diante, serão chamadas de filtros.

Filtro 1- Idade:

Eu, particularmente acho que nem tudo é permitido a todas as idades, mas acho também que podemos encontrar uma maneira de agradar a cliente e ao mesmo tempo, mostrar o que lhe cai melhor.

Exemplo: uma senhora gosta de roupas mais curtas. Convenhamos que ela ficaria muito mais elegante e interessante se usasse a medida certa de uma saia, mas caso ela goste muito e insista, podemos coordenar essas peças com meias calças para minimizar o efeito atrativo do look, usar um trench coat por cima, ou blusas mais clássicas para quebrar a sensualidade da saia, enfim, tentar jogar a atenção para outras áreas do seu corpo que não somente as pernas.

Devemos entender que quando uma pessoa usa roupas que não refletem sua verdadeira idade, de duas uma; ou ela projeta ao mundo uma mensagem de mulher que não consegue lidar com o amadurecimento, ou ela não viveu intensamente o que deveria viver quando era mais nova e agora quer correr atrás do tempo perdido. “A juventude” está sendo cada vez mais esticada, de modo que, está se tornando um estado permanente em vez de uma fase de transição. E isso é tudo, menos saudável.

Filtro 2- Ocasião:

Bom, aqui temos que ser objetivos. No ambiente de trabalho imperam regras de vestuário relativamente mais rigorosas; roupas clássicas e neutras. Em festas durante o dia podemos optar por tecidos mais fluidos, em cores mais claras e chapéus. Em eventos noturnos são permitidas cores mais fortes, vibrantes, saltos mais altos, maquiagem mais marcada. Homens: quanto mais tarde o evento mais escuro o terno, menos acessório e mais refinado o sapato (evite mocassim com terno).

Logicamente que cada evento tem seu Dresscode, e é de bom tom constar no convite a que se refere a tal comemoração. Isso ajuda o convidado a escolher melhor. Ir com roupas inadequadas é extremamente ultrajante. Seja para menos, quando não queremos nos produzir tanto, ou para mais, quando exageramos na produção. A mensagem aqui é sua festa não é tão importante para mim a ponto de eu caprichar, ou o motivo de sua comemoração é o que menos me importa, eu quero é aparecer, brilhar! Tenhamos cuidado com o sentimento alheio, isso também é ser chique.

Filtro 3- Moda e tendências:

Todo mundo que está seguindo a moda, está adequado e bem vestido.

Isso definitivamente não é uma regra. Aliás, muito pelo contrário. Quantas vezes conhecemos vítimas da moda usando tudo ao mesmo tempo e pecando feio no quesito harmonia? Temos que aprender a usar a moda tendo controle sobre ela, pois ela é irracional, consiste na mudança por mudança.

Caso não tenhamos esse discernimento, corremos o risco de virar um outdoor ambulante, e refletir para os outros que somente por termos peças da moda, somos alguém de valor.

As regras em geral tendem a se tornar muito mais frouxas com o tempo, isso porque, se começarmos a colocar foco na nossa criatividade e sensatez, conseguiremos substituir o código do vestuário por outro, mais livre que o imposto atualmente. Mais nosso.


Bjs,

 Sabrina Silvian

terça-feira, 24 de maio de 2011

Quem compra o que não precisa está roubando de si mesmo!

Muitas pessoas reclamam comigo que compram, compram e nunca tem roupa.

Visito muitos guarda-roupas abarrotados, e o que mais vejo são compras feitas por impulso, feitas por influências de artistas, compras por tendências. São roupas que não combinam com o estilo de vida que aquela pessoa tem e por isso não são usadas.

Pensando nisso resolvi escrever algumas sugestões para ajudá-los a comprar menos e melhor, senão vejamos:

*Antes de pisar fora de casa para comprar, estude bastante seu armário. Sim, faça uma super faxina, tire o que não é usado há mais de 2 anos (porque se não usou em 2 anos, não usará mais), tire o que não funciona com o seu mundo real (exemplo: você tem 13 sapatos altos, mas seu dia a dia é super corrido e você não dá conta de usá-los), tire o que precisa ir para reforma e o que é só lembrança. Saber o que temos é muito importante para que saiamos de casa com a idéia certa do que precisamos adquirir.

*Faça compras num dia que você esteja bem, sem ter brigado com o namorado, pai, mãe, amiga. Emoções nessas horas nos cegam e nos deixam menos sensatas.

*Você precisa estar focada. Os homens não tem armários lotados porque compram por necessidade. Eles não vão ao shopping para passear, para encontrar alguém. Precisamos ir às compras focadas nas peças que mais usaremos, nas cores que mais nos valorizam, nas combinações que poderemos fazer com aquela nova peça. O interessante aqui é que a peça nova funcione em pelo menos 04 looks montados para ela ser considerada digna do seu dinheirinho suado.

*Se for comprar roupa de festa, leve a lingerie e os sapatos que pretende usar. Isso facilita para saber se vai tudo se encaixar, ficar confortável, se nada irá marcar ou machucar depois.

*Variedade é a palavra. Esqueça essa história de comprar a mesma peça de várias cores, 20 calças jeans com modelagens iguais. Quanto mais variedade, mais opções de uso você terá.

*Truque infalível: investir mais em peças clássicas, neutras, naquilo que a gente usa mais, para ter por mais tempo e investir menos em “modinhas” ou peças com validade pré - estabelecida. Essas, nós podemos comprar numa fast fashion.

*Sempre quando ia ao shopping com minha irmã e ela caía de amores por algo, eu a fazia experimentar exaustivamente, e então a perguntava; “você gostou mesmo, amou?”. Gente, nossos olhos tem que brilhar! Não compre nada que lhe deixe qualquer dúvida. Quando isso acontecer, vá para casa, revise o armário, veja se não é exagero, e se no fim, ficar com insônia pensando na peça, volte lá no outro dia.

Todo mundo ama comprar. Isso é um fato! É como se aquela nova peça revelasse uma porção de nós mesmas que nem sabíamos que existia. As roupas nos dão o poder de ser um personagem a cada dia. Ai fica fácil se amar. Mas precisamos comprar o que nos favorece, e o que precisamos de verdade.

Bjs,

Sabrina Silvian


terça-feira, 22 de março de 2011

A Grande diferença entre quase iguais

A pergunta é recorrente: Qual a diferença entre Consultora de Moda, Personal Stylist  e Consultora de Imagem?

Bom, para começar devo dizer que os nomes podem nos confundir, mas as três profissões são bem diferentes!

Vou explicar um pouco mais sobre cada uma delas;





Consultora de Moda é uma profissional especializada em tendências. Ela analisa os caminhos da moda, capta os sentimentos que os estilistas imprimem naqueles desfiles surpreendentes (para não dizer malucos), e traduzem para nós, reles mortais. Além de repassar informações das passarelas para lojistas em formas de dicas do que é interessante se ter nas araras.

Ou seja, essa profissional está sempre atenta aos desfiles, tendências nacionais e internacionais. Um exemplo de consultora de moda é a Glória Kallil.


Personal stylist é um profissional que tem foco no vestuário e no guarda-roupas do cliente. Basicamente, ele veste uma pessoa adequadamente, dentro do que a valoriza, ou seja, esse profissional filtra, garimpa entre as informações de moda, o que mais tem a ver com aquela pessoa específica.


O trabalho aqui é pontual. Muitas pessoas contratam esses profissionais para um determinado evento, viagem ou por conta de uma mudança profissional naquele dado momento. São mudanças mais focadas e dentro do vestuário.

Já a Consultora de Imagem é uma profissional especializada em comunicação verbal e não verbal, comportamento e aparência. Ela ajuda as pessoas a atingir auto confiança, credibilidade e autenticidade com sua imagem.

A Consultoria trabalha mais com a imagem que se quer projetar do que com a moda em si. Aliás, a moda é só mais uma ferramenta que usamos. É trabalhado tudo que abrange a imagem do cliente; cabelo, maquiagem, etiqueta e o vestir. O vestir aqui, não é somente adequado ao corpo da cliente; é um vestir com expressão e intenção.

O olhar de um consultor de imagem para a moda não é avulso, não indicamos a compra de uma peça só por ela ser bonita ou por estar na última moda. A peça tem que conversar com o corpo, com o gestual do cliente e, principalmente tem que expressar a imagem que buscamos para ele.

E essa imagem vem de um trabalho que é realizado através de muito estudo, técnicas de análises, conversas e muita observação, até que o cliente se sinta seguro com a mensagem que projeta para o mundo.

Todos os trabalhos são de extrema importância. As Consultoras de Moda prestam um serviço à sociedade, lojistas e até a estilistas. As Personal stylists atendem adequação e ocasião, e as Consultoras de Imagem trabalham a imagem completa do cliente.

A nomenclatura serve como classificação, mas nada impede que uma Consultora de Imagem queira absorver outras palavras como estilo, que também é muito usada por ai.

O que temos que pensar é que, trabalhar com imagem é algo muito sério; desmistificar paradigmas de uma pessoa, revirar emoções, indicar investimentos, tudo em busca de um retorno, que se não vier, deixará seu cliente completamente frustrado.

Caso você procure pelos serviços de Consultoria de Imagem, analise os currículos dos profissionais, veja sua formação, se tem expertise. A AICI (Associação Internacional de Consultores de Imagem) www.aici.org pode indicar profissionais que levam a sério a profissão. Vale a pesquisa, porque é sua imagem que está em jogo.


Não há satisfação maior do que ver seu cliente com um sorriso largo no rosto, entendendo as funções, as definições estudadas para ele. Nosso coração se enche de alegria e vamos dormir tranquilas, certas de que fizemos nosso algo a mais por um mundo melhor e definitivamente mais bonito.

bjs,

Sabrina Silvian